Riseofmilitant’s Blog
Acidez até a ultima gota!

fev
25

Carissímos,

o texto que segue não é de autoria dos criadores desse blog.

Trata-se de um texto interessante sobre a política do governo Obama nos seus primeiros dias…….e tem a ver com um outro post ” Será ele o Messias reencarnado?”

O texto foi retirado do seguinte endereço:

http://boletimhsliberal.blogspot.com/2009/02/o-leopardo.html

Segue o texto:

“É preciso que algo mude

para que tudo fique na

mesma”

obama

Ainda que pareça distanciar-se dos interrogatórios duros e de outros aspectos polêmicos “da luta contra o terrorismo” de Bush, o governo Obama discretamente continua apoiando outros dos principais elementos da abordagem do seu antecessor na luta contra a Al Qaeda. Quem informa é The New York Times (NYT) desta quarta-feira (18), refletindo preocupação de defensores dos direitos civis.

Segundo o NYT, em cerimônia discreta de posse, funcionários graduados, nomeados por Obama, aprovaram a continuidade do programa da CIA de transferência de presos para outros países onde eles não contam com direitos legais. Também aprovaram a detenção por tempo indefinido de suspeitos de terrorismo sem que passem por julgamento, mesmo que sejam detidos longe de zonas de guerra.

O governo Obama ainda adota a argumentação de que os processos movidos por ex-prisioneiros da CIA podem ser arquivados com base na doutrina de “segredos de Estado”. No início deste mês, um tribunal britânico citou pressões por parte dos Estados Unidos para que a Inglaterra não divulgasse informações a respeito de supostas torturas a que foi submetido um detento sob custódia dos Estados Unidos.

Esse tipo de sigilo é justificado pelo governo Obama como “proteção de informações sensíveis para a segurança nacional”. Estes e outros sinais sugerem que as mudanças promovidas pelo governo Obama podem ser menos amplas do que muitos esperavam, e outros temiam. Para os grupos de defesa dos direitos civis, trata-se literalmente do retorno aos argumentos legais e às práticas de Bush. Mais do mesmo.

As recentes medidas do governo provocaram elogios por parte de defensores declarados do governo Bush. Na última sexta-feira (13), o conservador editorial do “Wall Street Journal” argumentava: “Parece que a arquitetura anti-terrorista do governo Bush está ganhando uma nova legitimidade, à medida que a equipe de Obama adota aspectos da abordagem anti-terrorista de Bush”. (Fonte NYT, tradução UOL).

fev
10

Primeiramente, olá a todos! Estou abrindo minha participação no blog e pretendo inicialmente me apresentar. Meu nome é Thiago, tenho 24 anos, sou estudante de História da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Tratarei aqui de uma esperada adaptação cinematográfica que já está em fase final de produção. Refiro-me a graphic novel escrita por Alan Moore(V de Vingança, Piada Mortal) que estreará nos cinemas americanos dia 6 de junho.

A obra, em seu formato original, para os que desconhecem, é uma revista em quadrinho, dividida em 12 partes, ou seja, 12 revistas. Num arco de histórias fechado, independente de outros heróis tradicionais dos quadrinhos, além de ser abertamente adulta. Dito isto, ressalvo também que no mundo dos quadrinhos, a história se divide num antes-Watchmen/depois-Watchmen, é uma minissérie divisora de águas no mundo das HQs(Histórias em Quadrinhos). Por que tamanha importância a essa obra especifica? Watchmen é um clássico por que conseguiu através de uma história de heróis fantasiados resumir as idéias políticas contemporâneas de uma época que não parecia haver mais do que duas idéias fossilizadas (liberalismo e comunismo). A obra foi escrita e lançada em 1986, num contexto de guerra fria, poucos anos antes da queda do mundo de Berlim, mas a genialidade mesmo vai além, pois Alan Moore intencionalmente ou não, anteveu como ficariam organizadas as idéias políticas do mundo no fim do século XX, isso é que faz o clássico ser um clássico.

Vamos a obra em si, a história trata de quatro personagens centrais: Comediante, Ozymandias, Dr.Manhattan e Roscharch. Todos os heróis fantasiados, um deles é assassinado e tudo se revela como uma grande conspiração envolvendo-os. O detalhe é que cada um deles representa uma opinião político filosófica que guia suas atitudes durante a história. Entre essas visões estão Comediante e sua atitude “liberal-burguesa”, sendo individualista ao extremo e agindo em beneficio próprio a qualquer custo, além de entender que todos são assim e sempre serão. Por outro lado, vemos Ozymandias um individuo centrado, extremamente inteligente, que não mede esforço para executar seu “ideal”, nem que para isso ele tenha que cometer atrocidades em prol de um “bem maior” representado a clara atitude revolucionário da “esquerda”. DrManhattan se apresenta como um individuo amoral, desiludido e desconfiado com verdades pré-estabelecidas e que se pretendem absolutas, é o próprio “pós-moderno”. Enquanto Roscharch é um individuo autoritário e violento, que não aceita mudanças e que cria um mundo de homens bons e homens maus numa clara atitude “conservadora”, de que sempre alguns são os malvados e outros mocinhos, havendo a necessidade da continua “guerra justa”. Não falarei mais nada, para não estragar o filme de quem pretende ver no cinema, mas recomendo muitíssimo para atentarem para estes personagens quando estiverem assistindo e como o embate entre eles termina e a mensagem do autor é concluída.

Fica a dica de filme ou quem sabe da leitura de uma boa HQ. Deixo o trailer para ser assistido abaixo.

jan
23
jan
20

Hoje o mundo lança todas as atenções para uma parte do Globo. Em Washington, a capital americana, será empossado o primeiro presidente negro daquele país e, todos especulam sobre sua atuação como Chefe de Estado da maior potência do mundo. Barack Obama representa a esperança de muitos que acreditam num novo rumo da política americana. Com o slogan “yes we can change” muitos, que em uma só voz cantaram, acreditam que o mesmo seria o Messias reencarnado na qual sua tarefa sera dar fim a todas as mazelas que seu antecessor, W. Bush tratou de ampliar no decorrer do seu mandato. Exageros a parte, a verdade é que Barack Obama terá pela frente três problemas imediatos. 1º, a ocupação do Iraque, que se tornou um desastre com o passar dos anos. 2º, a Crise Financeira, que como um efeito dominó, afeta toda a economia mundial e contribui para o aumento da pobreza. 3º, a Questão Palestina, que nos últimos dias ganhou as primeiras páginas de todos os jornais do mundo. Nesse caso, percebemos uma omissão velada sobre o assunto. Obama prefere se pronunciar apenas depois de sua posse, e se sua ação for apenas no campo da retórica, o problema se estenderá por muitos anos – desprezível (registro aqui meu protesto, pois deveríamos saber seu pensamento sobre o Oriente Médio, eu não sei!!!!).

obama

Muitos defendem a idéia de que o Partido Democrata flerta com uma espécie de esquerda liberal (?). Mas a verdade que seu partido, segundo Noan Chomsky, “não é nada liberal e flerta sim com as idéias conservadoras e depositar muitas esperanças em Barack Obama é um erro, pois não sabemos como ele irá se comportar como presidente”. Esse pensamento sobre suas supostas decisões à frente da Casa Branca fez com que um espírito de esperança coletiva tomasse conta do imaginário político daqueles que, como dito no início do post, acreditam numa mudança vertiginosa da postura política americana.

Essa esperança coletiva, se dá por conta da atuação desastrosa de Bush, que só fez com que o sentimento anti-americano* crescesse em todo o planeta. Com uma política externa de cunho belicosa promovendo o desrespeito a questões fundamentais quando se tenta empregar a “Democracia Americana” em países que supostamente necessitam de sua ajuda.

Obama será um presidente como outro qualquer. Ele defenderá os interesses de seu País. Resta-nos esperar e lançar a seguinte pergunta: é correto defender os interesses de uma nação custe o que custar?!

Michel Caldeira

*Não se tem hífen ou não essa palavra. Com essa reforma ortográfica tudo mudou, e isso renderá um post aqui, na qual meu dileto colega Douglas Pani se encarregará de escrever.

jan
20
jan
20
jan
09

O mundo assiste perplexo e inerte o ataque criminoso ao território palestino. Perplexo pela brutalidade dos ataques, pois nem mesmo as escolas com bandeiras da ONU são poupadas, até os carregamentos de alimentos para os civis também são visados. gaza

Inerte, no sentido de que ninguém faz nada ou se movimenta para impedir mais derramamento de sangue. ONU, OTAN, União Européia, não possuem eficiência prática para dar um basta na ação militar de Israel. Foi assim com o Iraque e Afeganistão, quando o Conselho de Segurança da ONU vetou a ação militar dos EUA, esse por sua vez descumprindo as orientações do Conselho continuou com os ataques até a deposição dos governantes nos respectivos países, sob a alegação de financiamento do terrorismo e sua ação pelo mundo. Apenas declarações no campo da diplomacia não resolverão o problema na Palestina, questão essa que se arrasta por anos, sem solução.

israel

O Hamas, que por sua vez, faz parte do aparato governamental na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, não encontra um ponto de equilíbrio e opta pela força para impor suas idéias de eliminação e recusa ao Estado Israelense. Mas parece que as autoridades em Israel acostumaram-se ao modus operandi do falecido Yasser Arafat, de gênio belicoso e alma guerrilheira. E que no atual quadro já teria conclamado todo o mundo islâmico a fim de responder os ataques de Israel. O resultado dessa equação? Opressão, demonstração de poder e morte de inocentes.
Numa clara demonstração de como não seguir as Declarações dos Direitos Humanos, e vale lembrar aqui, que a mesma completou 60 anos a pouco, vemos como todos os esforços para empregá-la vão para a lata de lixo.
O resultado dessa ação tem um efeito imediato sobre a população de Gaza, e arredores – sofrimento. Mas os efeitos mais nefastos serão sentidos depois de passado o conflito. Em todo o mundo manifestações contra Israel ganham mais adesão.

tanque

As arbitrariedades cometidas pelo comando de guerra israelense ganharam proporções muito preocupantes. A proibição da ação dos órgãos de impressa internacional, e o descaso com as vitimas civis remetem a outro momento vivido pelo mundo em 1939: O inicio da operação Fall Weiss. A invasão da Polônia pelas forças nazistas ocorreu com o pretexto também da autoproteção. Supostamente parte do território Alemão teria sido bombardeado pelos poloneses, o que se mostrou depois um ardil do chanceler Adolf Hitler.
A tese da Historia cíclica, tão contestada pelo seu caráter quase fictício em explicar os fenômenos humanos, parece aqui nesse caso, se encaixar de forma tragicômica no teatro da humanidade. Estaríamos presenciando uma troca de papéis?

Douglas Pani

Michel Caldeira

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